A maturidade para as relações íntimas e matrimoniais de indivíduos jovens é um assunto importante que precisa ser observado com responsabilidade.
Devo ressaltar que os contratos matrimoniais foram criados pela criatura humana, com o intuito de simbolizar as suas relações íntimas. Nada tem a ver com os desígnios determinados pela consciência da criação. Todos os seres estão aqui para relacionarem-se entre si, em harmonia ou não, pois a desarmonia também faz parte de você. Firmar contratos matrimoniais se conecta unicamente com as necessidades humanas para as leis também criadas para a vida no planeta, não para que dois indivíduos feitos de energia e matéria tornem-se mais abençoados e sejam fiéis em suas escolhas. O desejo de manter-se em uma relação trata-se de uma decisão particular do indivíduo humano.
É preciso compreender que a energia que sustenta a matéria física, a qual eu chamo de mente energética, já está conectada à consciência da criação com todas as informações para a vivência terrena. O que se modifica e envelhece ao longo do tempo é o corpo físico. Esse sim, necessita de modificações naturais para o processo do experienciar terreno, ou seja, a formação do corpo, os orgãos e do cérebro para o processo de gerenciar as informações que chegam para o indivíduo até a morte do corpo físico e da energia que o sustenta.
A vida adulta da criatura feminina que é visível e feita de matéria física (você) inicia-se a partir da 1º mentruação. Situação essa que permite à mulher iniciar a sua fase de reprodução, ou seja, procriar filhos. Quando se deu início à vida no planeta no qual chamamos por Terra, a expectativa da criatura humana não passava dos 40 anos de idade. Não havia formas eficazes de cura como ocorreu ao longo do tempo e nos dias atuais. Porém, pode haver uma contradição nesse sentido, pois, ao mesmo tempo que se observa como uma expectativa de vida curta em união com a importância da criação de novos corpos para a vida humana, nota-se o entendimento da criação em perceber que os seres humanos conectados à sua essência estão pré-dispostos a seguirem e formarem a sua própria comunidade, em obterem as suas próprias relações pessoais mesmo que ainda na juventude, pois a mente energética já está pronta e conectada com essa consciência apta para ter a percepção e obter decisões coerentes.
Possivelmente, muitos questionam a maturidade de uma criatura que acabou de largar as suas brincadeiras infantis. Mas devemos compreender que até mesmo um adulto de 20, 30 anos ou mais ainda se sente e age como um corpo e a mente "infantil" na maioria das vezes, não compreendendo quais decisões tomar para poder agir na vida pessoal.
A consciência da criação não determinou que a vida humana vivesse amarrada em seus entremeios, mas para que compreendesse as necessidades da sua matéria física unida à sua mente energética. O seu corpo físico precisa aprender a relacionar-se com a sua mente energética de modo coerente com o que busca, que em determinado ponto da vida já se torna capaz de ter coerência em suas escolhas pessoais, compreende a dualidade e busca viver em equilíbrio, ou não, afinal o livre-arbítrio do ser faz parte desse lugar. É uma tema que leva a uma linha tênue entre o certo e errado, que se tratam apenas de escolhas e as suas consequências. Poderia dizer que é sorte ou azar da própria matéria que determinou ir e para onde ir com base nas escolhas pessoais.
A criatura humana criou regras para depois deturpá-las. Não olhando para o ser como matéria em desenvolvimento, capaz de pensar, decidir, raciocinar e cabível de manter-se coerente em suas decisões pessoais confiando nas informações da sua energia.
A consciência da criação olha para a criatura humana como um indivíduo livre com a sua naturalidade, vivendo a sua dualidade na sua solitude e em comunhão com todos os seres nos quais fazem parte desse lugar.
O indivíduo humano é livre, mas a própria liberdade o deturpou e o direcionou para amarrar-se em suas próprias decisões. Não existe pecado atrelado à punição espiritual. O que existe é a dualidade conectada às consequências do resultado das ações.
Da minha consciência para a sua energia,
Luana Priscila da Rosa.
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