A criatura masculina e a criatura feminina, quando trata-se da sua potência mental energética, são iguais, o que lhes permite acessar a polaridade consciencial na mesma frequência para experienciar a vida. Dessa forma, podemos concluir que o que diferencia ambas as criaturas é a energia masculina ou feminina e essa manifestação energética se destaca orientando-se na sua forma corporal. 

É preciso compreender que a energia que sustenta a matéria corporal, a qual se nomeia de mente energética, já está conectada à consciência primordial com todas as informações e características para vivência terrena. O que envelhece e se modifica ao longo do tempo para a experienciação terrena é a matéria corporal, ou seja, a mente corporal é responsável pelo processo que envolve o gerenciamento das informações que chegam para o indivíduo até a morte do corpo físico e da matéria energética que o sustenta. 

A interação social é parte dos desígnios conscienciais para as relações da vida humana. Sendo assim, o feminino e o masculino contribuem de acordo com a sua polaridade, interagindo em equilíbrio. Afinal, a vida humana depende da conexão de ambas as criaturas. Nenhum dos dois se sobressai. 

Tanto a energia masculina quanto a energia feminina são responsáveis pelo resultado das ações nas escolhas que envolvem as suas relações íntimas, pois de alguma forma consentiram ou contribuíram de modo positivo ou negativo para determinar tais resultados. 

Todos os seres estão designados a relacionarem-se livremente. Por isso eu afirmo que os contratos matrimoniais foram criados pela criatura humana, com o intuito de simbolizar as suas relações íntimas. Nada tem a ver com os desígnios determinados pela consciência primordial, que em momento algum trouxe essa orientação para os seres que aqui estão. 

Firmar contratos matrimoniais se conecta unicamente com as necessidades humanas por meio das leis para a vida conjugal. A projeção de que o indivíduo feito de matéria energética e matéria corporal conectado à dualidade receba bençãos e seja fiel às escolhas distancia-se da liberdade designada a todas as criaturas desde a sua origem. 

Não importa a conexão sanguínea ou decisões que aproximam um indivíduo do outro. Para a consciência primordial, os únicos motivos pelos quais se une uma criatura a outra são o sentimento humano e a liberdade de ser sem quaisquer julgamentos que interfiram na sua particularidade.  O desejo de manter-se em uma relação e estar em harmonia depende unicamente das decisões particulares do indivíduo humano. O livre-arbítrio faz parte de todos os seres no globo terrestre. 

Cada indivíduo está aqui para viver a sua individualidade e, ao escolher compartilhar o seu espaço com outra pessoa, não significa que ambos necessitam anular-se para agradar um ao outro. Você precisa ser fiel ao que considera coerente para a sua vida. Por isso, tão quanto você se sente livre ao mesmo tempo que permite a liberdade do outro, desde que ele siga os próprios padrões? Seria compreensível se as suas escolhas pudessem ser resguardadas pelas suas próprias reações, não ferindo os sentimentos do outro. Diria que a maioria dos indivíduos humanos estaria solitária com a individualidade que evita ter.

A maturidade que envolve a criatura humana é poder compreender que a responsabilidade adquirida dá-se por meio do entendimento do resultado das ações que posteriormente irão se suceder. Existem situações do cotidiano da vida humana que foram designadas pela primordialidade. Aqui podemos citar como exemplo a criatura feminina que, a partir da sua primeira menstruação, já está apta a iniciar a sua fase de reprodução, ou seja, procriar filhos. E a maturidade masculina que se inicia também na sua juventude, dando sinais por meio da sua matéria.

Quando deu início à vida no globo terrestre, a expectativa de vida da criatura humana era curta. Ao mesmo tempo que se observa uma expectativa de vida curta em união com a importância da criação de novos corpos para a vida humana, nota-se o entendimento da consciência primordial em designar que os seres humanos conectados à sua essência energética estão predispostos a seguirem e formarem a sua própria comunidade, a obterem os seus próprios relacionamentos, mesmo que ainda na juventude, pois a mente energética já está pronta e conectada com a consciência e apta para ter a percepção e, assim, obter decisões coerentes, em que necessita acessá-las. Nos dias atuais, a primordialidade observa a ausência dessa maturidade na maioria das criaturas humanas que, ao se eximir, determina a responsabilidade inicial das suas vidas naqueles que as geraram ou são responsáveis legais.

A consciência atuou de acordo com as necessidades para a origem e sobrevivência da vida na matéria. Porém, a mente humana se moldou e designou quais ações adaptam-se às escolhas individuais do ser de acordo com a sua região e costumes. Limitar a criatura humana a deixará distante de compreender a responsabilidade perante suas escolhas. A vida humana criou regras que limitam a liberdade designada pela polaridade consciencial.

A criatura humana é capaz de raciocinar, optar por decisões e é cabível de manter-se coerente em suas decisões pessoais, ao confiar na intenção proveniente da sua mente energética conectada com ambas as polaridades. A consciência primordial olha para a criatura humana como um indivíduo livre com a sua naturalidade, vivendo a sua dualidade na sua solitude em comunhão com todos os seres que fazem parte desse lugar. E como parte da vida humana e da dualidade conectada a essa criatura, não é sempre que as suas escolhas obterão os melhores resultados. O indivíduo humano é livre, mas a própria liberdade o deturpou e o direcionou para amarrar-se em suas próprias decisões. Por isso, a dualidade humana deve manter-se em equilíbrio para o bom andamento da sua matéria e ao relacionar-se com os demais.

 

Da minha consciência para a sua energia,

Luana Priscila da Rosa

 

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