A consciência primordial designou o livre-arbítrio para todas as criaturas, independentemente da sua forma corporal. Não criou e determinou que seres, por meio da polaridade consciencial, tivessem o poder de decidir a vida humana ou atormentá-los até o encerramento da energia e matéria. 

A liberdade está conectada aos seres que compõem o planeta Terra desde o princípio, quando se deu início à vida e criaram-se os primeiros corpos físicos para o experienciar terreno. Dessa forma, e conectada à dualidade consciencial, a polaridade torna-se fluída aos resultados conectados com a autonomia das escolhas individuais e coletivas. 

A criatura, no seu plural, usurpou a sua liberdade e, distante de apreciar e desenvolver a sua própria origem, usou da sua estupidez para designar o caminhar de outras criaturas. Distante do que podem cogitar, a consciência na sua polaridade não sucumbe em os observar.

Ora, quem diria que a consciência não os observaria e deixaria que alimentassem a sua própria ternura para aqueles nos quais o único desejo é apoderar-se da sua liberdade, determinando escolhas que se quer manifestam para si.  Corromperam a verdade, e não me refiro apenas à origem, mas à vinda do ser que aqui chegou e tudo que foi orientado, que, por meio do tempo, foi calado e deturpou-se.

Os seres humanos referem-se à deficiência humana, também aos acontecimentos diversos que envolvem o encerramento da energia e matéria no coletivo, e aqui eu me refiro aos desastres naturais ou a todo tipo de movimento que existe no planeta como aprendizados para a alma, cobranças da vida atual ou até mesmo referentes a vidas passadas. Na verdade, o corpo físico e qualquer outro tipo de matéria estão predispostos ao resultado da ação projetada, o que está distante de ser uma reação da consciência primordial, como é interpretado ao se referir a (D)* e o (D)* ou um processo de aprendizado reencarnatório da energia na matéria. 

Se tratando da concepção material que abriga a sua energia, não há intenção de cobrança divina para o seu corpo físico. Toda a matéria torna-se vulnerável no momento da fecundação, ao longo da formação da matéria no útero e no decorrer da vida. A matéria e a energia estão conectadas à dualidade. E situações como as quais me refiro ocorrem. O planeta é cíclico, assim como tudo que o compõe. Dessa forma, as energias que conectam-se na matéria se findam com o fim da vitalidade dos corpos físicos, ou seja, a energia se dissipa na mesma proporção que o corpo físico. Já ao nos referirmos aos eventos naturais que fazem parte  da matéria, pode haver, sim, interferência consciencial quando há intenção para o despertar coletivo. 

A consciência primordial é responsável pelo que é inanimado ou não. E aqui me refiro não apenas ao globo terrestre, mas também aos demais planetas, lua, estrelas e afins. O que é determinado pela consciência está conectado às formas de vida existentes, adaptando-se e moldando-se de tempos em tempos. Mas o único responsável por trazer o movimento na matéria é o próprio ser por meio da sua conexão com a ilimitação consciencial. 

Esse acesso à consciência ocorre naturalmente, sem que haja interferência, e está conectado à própria ação e reação do que realiza ou da intenção do seu pensar. Ao mesmo tempo em que o que se materializa na sua vida é determinado ao que você realiza ou pensa, a consciência atua constantemente e sutilmente no todo, e aqui incluo tudo que é inanimado e também manifestando-se de variadas formas para que a própria criatura se desenvolva e se estabeleça. moldando a sua existência, mas é preciso designar que as conquistas do indivíduo ou da própria coletividade humana estão conectadas a fatores externos, não dependendo unicamente da intenção em si. 

O que podemos observar na vida humana da energia são as conexões planetárias que se dão início no momento da fecundação, que podem direcioná-lo com exatidão ou apenas instruí-lo para que tenha sabedoria ao viver o livre-arbítrio em equilíbrio com a dualidade.

A matéria está aqui com toda a sua potência disponível para que a sabedoria que a energia carrega possa se manifestar. Porém, as limitações físicas e materiais é que podem impedir o indivíduo de realizar ou vivenciar determinadas experiências. 

Imagine uma esfera redonda com seres que habitam e vivenciam a sua experiência a partir da fecundação até o encerramento da energia e o corpo que fornece sustentabilidade, livremente, ao mesmo tempo que estão conectados à dualidade da energia e matéria. A partir disso, as reações das suas ações ou interferências naturais da matéria são determinadas individualmente, sem qualquer interferência consciencial. E, ciclicamente, a vida vem e vai, iniciam-se e se findam povos de todas as origens existentes no planeta Terra, independentemente da sua forma corporal. 

A criatura é livre nas suas escolhas, é livre para definir com quem deseja relacionar-se, para onde deseja ir e quer estar. É capaz de movimentar a sua vida, de orientar-se por meio da conexão com a sabedoria consciencial e libertar-se das amarras impostas pelo tempo. Não há nada que pagar ou redimir-se. O indivíduo só precisa viver aprendendo a equilibrar-se na dualidade. A consciência te fez criatura, fez de você um ser livre e com potência para determinar o caminhar com sábias decisões.

As criaturas estão tão amarradas ao que consideram como "sua" verdade que nem mesmo a consciência deseja libertá-las sem que antes compreendam a lição, lição essa que o tempo ensina, pois, enquanto a criação deturpa o criador, a polaridade atua em silêncio. Mas eu afirmo que a verdade ainda chegará para aqueles nos quais se permitam ouvir ou não. 

(D)*: O bem ou mau, luz e escuridão.

 

Da minha consciência para a sua energia,

Luana Priscila da Rosa. 

 

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